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sábado, 28 de janeiro de 2012

MINUTA PARA O MESTRADO



SEMINÁRIO TEOLÓGICO DA MISSÃO JUVEP

 


GILDELANIO DA SILVA





PROFETAS E PROFECIAS
NOS ESCRITOS NEO-TESTAMENTÁRIOS







JOÃO PESSOA - PB
2011




GILDELANIO DA SILVA



PROFETAS E PROFECIAS
NOS ESCRITOS NEO-TESTAMENTÁRIOS



Minuta da proposta para o Projeto de Pesquisa para elaboração de Dissertação para o curso de Formação Teológica Avançado no Seminário Teológico da Missão Juvep.



 
JOÃO PESSOA - PB
2011
INTRODUÇÃO

O tema profeta e profecia nas Escrituras Sagradas representam essencialmente o âmago da natureza dos seus escritos. Embora outras religiões adotem um livro sagrado que também foram escritos por “seus antigos profetas” nada pode ser comparado ao nível profético que a Bíblia Sagrada nos apresenta. Não se pode ver a Bíblia sem seu conteúdo profético, de tal forma, que perderia a sua essência e propósito certamente. De que serviria a Bíblia se só tivéssemos seu conteúdo cultural, poético e histórico? Porventura não a rebaixaria ao nível de quaisquer outros livros antigos que conhecemos?
Este trabalho visa o estudo do tema profeta e profecias juntos, já que não se pode estudar um sem comentar o outro. O foco da pesquisa concentra-se no novo testamento pela razão óbvia das mudanças consideráveis que a nova aliança em Cristo proporciona aos estudos e doutrinas do cristianismo hodierno. Alguns mantêm a mesma estrutura e idéia de profetas e profecias do Antigo Testamento e outros desconsideram radicalmente a existência de profetas e profecias nos dias de hoje. Afinal o que mudou em matéria de ministério profético com a chegada do Messias e a dispensação da graça? Será que o pensamento dos autores do NT sobre o tema mantém-se igual aos dos VT? O nível profético dos homens de Deus do passado também continua a ser usado com a mesma autoridade e propósitos nas pessoas de hoje? Todos nós somos profetas e podemos profetizar em nossos cultos para vida dos ouvintes ou esta visão nada mais é do que um tipo de heresia que vem marcando nossa geração com novas seitas? Por que será que os que deram início as novas seitas se auto-intitulam de profetas e alegam que receberam uma revelação direta de Deus?
Estas e outras questões motivaram este trabalho que tem como objetivo analisar a luz do novo testamento o ministério profético e as idéias de profecias usadas hoje pelas igrejas e as implicações doutrinárias que elas podem desenvolver na prática evangélica cotidiana. Faz-se necessário uma síntese do que vem a ser profetas e profecias no VT e após isto conferir nos textos do novo testamento (evangelhos e epístolas) se Jesus e os apóstolos mantiveram ou não a mesma idéia do oficio profético e das profecias em forma de oráculos comparados com os métodos (até esotérico e/ou espiritista) usados nas reuniões do povo da nova aliança chamado comumente de igreja.
A pesquisa divide-se em quatro objetivos específicos que são descritos em capítulos como segue: No primeiro, o ofício profético do VT, No segundo o que Jesus fala do assunto nos evangelhos, no terceiro se analisa as epístolas paulinas e gerais, e no quarto capítulo trata da visão dos pais da igreja e dos reformadores sobre o assunto em pauta.
Por fim é necessária uma análise deste tipo sobre este assunto para orientar e prevenir as igrejas locais em seus ensinos e nas suas liturgias que mudaram tanto com o advento da modernidade e pós-modernidade, como também com a chegada da teologia da libertação e da prosperidade. Nota-se muitas divisões e ramificações no contexto da igreja hoje como também muito sincretismo religioso por conta da ânsia religiosa do povo brasileiro pelo místico e pelas “revelações proféticas” tão confortadoras para as multidões.
A metodologia desta pesquisa será hipotético-dedutiva, já que são levantadas hipóteses quanto a um fenômeno religioso de atos proféticos e declarações proféticas como uma licença (autoridade, poder) outorgada por Deus no uso da contemporaneidade dos dons ministeriais. Será usado o método analítico e explicativo em seu objetivo e no procedimento será documental, como também o histórico-monográfico, já que trará um olhar histórico de alguns momentos da história da igreja sobre o pensamento dos cristãos sobre o tema. Contudo, toda a análise será fundamentada no método bibliográfico.
Vale salientar que não se fará aqui um trabalho escatológico na intenção de ordenar as profecias para os últimos dias, nada disso, todavia parte-se do pressuposto de que há uma busca demasiada sobre estes assuntos escatológicos e que homens e mulheres mal intencionados ou não têm feito declarações e pregado ensinos absurdos que é possível notar claramente um desvio da sã doutrina e um fastio nórdico do evangelho da graça de Cristo.

“Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.” (Paulo, Aos Gálatas, 1.6-8)

“Porque não me esquivei de vos anunciar todo o conselho de Deus. Cuidai, pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue. Eu sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão rebanho, e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si. Portanto vigiai, lembrando-vos de que por três anos não cessei noite e dia de admoestar com lágrimas a cada um de vós. Agora pois, vos encomendo a Deus e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados”. (Paulo, as efésios, Atos 20.27-32)


OBJETIVO DO ESTUDO

Analisar a luz do Novo Testamento a idéia (doutrina) de profeta e profecia que a igreja de hoje deve adotar e viver em sua prática ministerial.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1)      O ofício profético nos escritos do Velho Testamento
2)      Profetas e Profecias nos ensinos de Jesus através dos evangelhos
3)      Profetas e profecias nas epístolas paulinas e gerais
4)      Profetas e profecias nos pais da igreja e nos reformadores



MARCO TEÓRICO

A abrangência do tema que se propõe analisar nesta pesquisa é inesgotável, como também, o número de autores e teóricos que já discorreram sobre o assunto nos mais variados caminhos que as linhas teológicas podem permitir. Sabendo o quanto será difícil escolher a base teórica que aqui se deve seguir, então, será exposto algumas opiniões que ajudarão este trabalho no diálogo entre as teorias mais conhecidas e adotadas no Brasil pelas igrejas evangélicas mais tradicionais e também as novas igrejas neo-pentecostais.   
Algumas denominações adotaram uma visão doutrinária extremamente espiritualizada e atribuem a esta visão o nome de ministério profético. Já se usa temas de eventos e projetos como: Profetizando as Nações, Encontro de Profetas, A Missão Profética da Igreja, etc. Este grupo de igrejas mobiliza multidões de adeptos interessados nas profecias para suas vidas e também como ser profetas para vida de outras pessoas. Já se ouve falar de curso de “línguas estranhas” e treinamento para ser profeta de Deus em sua casa e em sua cidade. Em outros casos mais simples se ouve pregações com temas: Como ser mais avivado, como ser mais santo, como ser mais espiritual, etc. É fácil encontrar pessoas neste meio que pensam que “ser espiritual é tudo que importa, porque é somente isto que importa para Deus” (Kinnaman, 2001, p. 149).
Gary Kinnaman no seu livro Crendices de Crentes apresenta dez falsas crenças que impedem que experimentemos a Graça de Deus, e entre elas está a visão de crente espiritual que se resume assim:
“É verdade que coisas “espirituais” são melhores, mais importantes que coisas “naturais”? Orar ou ler a Bíblia é sempre mais importante que, por exemplo, comer? Ou cortar a grama? Ou limpar a casa?... Muitos cristãos responderiam sim para as duas perguntas. A opinião exagerada sobre coisas “espirituais” é uma falsa crença que guardam com carinho. E é uma das coisas que consideram muito quando comparam “coisas vistas” e “coisas não vistas” em suas vidas. (2001, p. 150)

Diferenciar o sagrado e o profano está sendo confundido hoje com separar o trabalho ministerial (em igrejas) das atividades seculares (fora das igrejas) e com isso desviando o espiritual para a uma prática ou conceito de misticismo, esoterismo ou até ocultismo. Sem querer generalizar, pois é fato que em qualquer ramo cristão que seja estudado se terá, sem dúvidas, suas exceções. Todavia podemos conferir um outro comentário da espiritualidade evangélica no livro O Melhor da Espiritualidade Brasileira organizado por Nelson Bomilcar, onde Ricardo Barbosa de Souza destaca:   
“A espiritualidade cristã não pode se sujeitar aos modelos espirituais objetivos e impessoais que temos hoje. Embora a meditação, a quietude e o silêncio façam parte da longa tradição espiritual do cristianismo, entrar no caminho subjetivo, buscando uma espécie de satisfação interior através de técnicas de meditação sem considerar todas as implicações teológicas e históricas da fé cristã nos colocará numa posição extremamente frágil e vulnerável. A espiritualidade de hoje requer profundo e sólido fundamento teológico e histórico. Deve, entretanto, rejeitar os modelos racionais e impessoais do passado. Portanto nosso desafio é preservar uma espiritualidade mais teológica paralelamente a uma teologia mais espiritual.” (2001, p. 150)

Outros seguimentos evangélicos negam radicalmente este procedimento de espiritualização e de fenômenos sobrenaturais (visões e revelações) e seguem uma linha mais extremista do ponto de vista reformado e negam a contemporaneidade dos dons espirituais e com isso a possibilidade de intitular alguém de profeta e/ou que haja profecias nos dias de hoje. A frase mais famosa deste grupo é: “A maior profecia que temos é a Bíblia.” São alguns presbiterianos, calvinistas, os fundamentalistas, e outras exceções denominacionais. Entre eles se encontram um grupo de linha teológica mais branda e consideram que alguns dons cessaram e outros não.
Sobre a opinião reformada do ministério profético ou dom de profecias no NT pode-se destacar a visão de Loius Berkhok em seu livro Teologia Sistemática:

“O Novo Testamento fala também de profetas, At. 11.28; 13.1,2; 15.32; 1 Co. 12.10; 13.2; 14.3; Ef. 2.20; 3.5; 4.11; 1 Tm. 1.18; 4.14; Ap. 11.6. Evidentemente o dom de falar para edificação da igreja era altamente desenvolvido nestes profetas, e ocasionalmente eles serviam de instrumentos para a revelação de mistérios e para a predição de eventos futuros. Aquela parte deste dom (profecias) é permanente na igreja cristã, e foi definitivamente reconhecido pelas igrejas reformadas (calvinistas), mas esta última parte era de caráter carismático e temporário. Os profetas diferiam dos ministros comuns no sentido de que eles falavam sob inspiração especial.” (2007, p. 538).

Conceito semelhante é possível encontra em nota de rodapé da Bíblia de Estudo de Genebra sobre o texto de Efésios 4.11:

“Os profetas do Novo Testamento transmitiam revelações especiais à Igreja Primitiva. Suas funções incluíam predição, exortação, encorajamento, advertência e interpretação( At. 15.32; 1 Co. 14.3). A doutrina dos profetas e apóstolos do Novo Testamento lançou o fundamento da igreja (2.20), e cessaram os aspectos de sua obra relacionados a essa tarefa ímpar”.(1999, p. 1405).

Vale ressaltar ainda o comentário do grande influenciador da doutrina reformada, João Calvino, em seu comentário sobre o ofício profético em Efésios 4.11:

“... Por esse título, alguns entendem ser atribuído aos que possuíam o dom de predizer eventos futuros como Ágabo (At. 11.28; 21.10). Em minha opinião, porém, visto que o presente assunto é sobre doutrina, definiria, antes, a palavra profeta como em 1 Co. 14, no sentido de eminentes intérpretes de profecias os quais, por um dom peculiar de revelação, as aplicavam aos propósitos em mãos. Mas não excluo o dom de profecia (preditiva) desde que ela fosse conectada ao dom de ensino.” (2007, p. 97).

 No movimento pentecostal e pós-pentecostal brasileiro se destaca um nível de teologia jamais encontrado na história da igreja. Homens como Pr. Marcos Feliciano do ministério É Hora de Semear Fogo recebe o título de profeta da hora pelo bispo Paulo Moura (MISSÃO MUNDIAL GRAÇA E PAZ)  que faz a Apresentação de seu livro Tempo de Avivamento:
“Correu no Brasil a notícia de que na Zona Sul de São Paulo um moço de Vila Tatu, interior de São Paulo, estava sendo como que um tição tirado do fogo: PR. MARCO FELICIANO. Sem dúvida é um profeta da última hora considerado por mim como Filho, Amigo e Irmão.” (p.06)

Já em outro livro (Chamada de Fogo) deste mesmo pastor/profeta acha-se outra confirmação de seu chamado e missão, onde ele agradece (dedica o livro) ao Pastor Enoc que profetizou para ele em outro país, bem simples assim:

“Ao Pastor Enoc, da Church Bread of Life, em Londres, por ter sido o vaso escolhido pelo Senhor para profetizar, quando lá estive pregando em fevereiro de 1999: "- Filho meu, põe no papel a tua história, vocação e chamada, pois onde não for possível tuas palavras faladas chegarem, tuas palavras escritas chegarão. E, então, Eu levantarei um exército de jovens pregadores, que se inspirarão na tua chamada. Assim diz o Senhor."” (p. 03)

É desse pastor Marco Feliciano estas palavras no livro Tempo de Avivamento sobre o que acontece quando o Espírito Santo age na vida dos profetas de hoje num culto:
                                     
“Sabe o que acontece num culto pentecostal? O Espírito Santo transforma você num instrumento e Ele mesmo desce sobre o culto e começa a tocar cada instrumento da maneira que Ele mesmo quer. E todo instrumento gera um tipo de som; então, não adianta ficar de boca travada, língua de aço, boca de ferro, perna cruzada e mão amarrada. Deste jeito você não irá receber nada vindo da parte de Deus! Num culto pentecostal o anjo chega e passeia dentro da Igreja. Receba o anjo, irmão! O Senhor procura fé, sabedoria, coragem, entrega. E, onde houver um crente que estiver se entregando, que o Senhor derrame sobre ele uma unção de santidade! O Senhor está procurando adoradores que, de coração aberto, queiram se libertar de tudo o que os separam do verdadeiro avivamento: os costumes humanos, a geleira espiritual, a frieza carnal, a humanidade, o ego, o tradicionalismo, a pequenez, os pecados, a falta
de fé. Destrua essa miséria. Não seja mais um crente frio, tire a dúvida! Quando tudo isso sair de sua vida, você verá o céu se abrir e então profetizará, falará em línguas, correrá, dançará, sapateará, revelará, terá visões, interpretará” (p. 49)

Como se não bastasse ele ainda dar um incentivo aos adeptos do movimento, para jurarem ou fazerem uma promessa a Deus, assim:

Se os homens naturais fazem pactos com o diabo. Nós, homens espirituais, fazemos pacto com o Espírito Santo de Deus. Então, levante-se, onde você estiver, erga as suas mãos aos céus e prometa:— Eu prometo acreditar nos milagres! Eu prometo ser pentecostal incondicionalmente! Eu prometo que, se receber o dom de línguas, usá-lo todos os dias! Eu prometo expulsar os demônios! Eu prometo profetizar, interpretar línguas, curar os enfermos, levar o Evangelho a tempo e a fora de tempo. Senhor Deus, tudo o que me separa da Quarta dimensão do céu, coloco na palma das minhas mãos: minhas fraquezas, minhas dúvidas, meus pecados e friezas, e destruo toda essa miséria. Leve-me para o céu, Senhor! Toda a obra do diabo está sendo desfeita em o nome do Nosso Senhor Jesus. Amém!” (p.73)

Há ainda muitas igrejas que mesclam as duas opiniões já citadas acima. A visão une a contemporaneidade dos dons, incluindo o dom de profecias com um ministério profético (conforme 1 Coríntios 12.10 e Efésios 4.11), mas alegando certa moderação no que diz respeito à missão da igreja e a liturgia nos cultos. Negando que profetizar hoje tenha o mesmo nível ou grau de propósitos dos profetas e profecias no Antigo Testamento. O intuito parece querer livrar a igreja de se comparar aos profetas antigos visando assumir uma espécie de “autoridade canônica” em suas pregações, sem que perca a fé na possibilidade das revelações proféticas pelos dons espirituais concedidos aos apóstolos e estendidos a igreja na dispensação da graça. Seria uma busca pelo equilíbrio entre o místico e o racional? Compartilha desta opinião o Rev Caio Fábio, biografado pelo Rev. Eudaldo Gomes de Almeida no livro Caio Fábio um Homem de Deus:
“É preciso desenvolver um carismatismo ministerial que não prescinda do intelecto e que não beire o misticismo. Eu vejo uns calvinistas, por aí: - A soberania de Deus... Eu pergunto: - você crê na contemporaneidade dos dons espirituais? - Ah, não! Passou. Deus não age mais assim. - Interessante! Quem disse? - Há estudos de teólogos importantes... Isso se chama de “domesticação de Javé”. Javé domesticado pelos teólogos. Os fariseus fizeram assim, os ortodoxos fazem assim, os liberais também; todo mundo domestica Deus um pouquinho; colocam a Deus uma coleira e quase o chamam de totó! Isso é muito sério! Apelidam Deus de todo tipo, limitam-no, restringem-no; somente ao seu assovio espiritual, ele obedece. É um Deus domesticado. E isso é igual a Baal, é igual a Júpiter e a qualquer outra divindade que o homem manipula. O Deus das Escrituras é soberano e é livre. É livre! E uma das implicações dessa liberdade de Deus é que ele continua sendo um Deus que intervém; um Deus que age. Justamente por isso, é impossível crer num Deus que age, num Deus soberano, sem crer, como decorrência disso, no fato de que esse Deus distribui graças, dons, carismas, a quem quer, como quer.
       O nosso problema é que alguns dos nossos carismatismos são burros. O que eu estou querendo dizer é que proliferam por aí, em “guetos”, em salas,apartamentos e quartos, reuniões de todo tipo, com paranóias as mais variadas, porque exercem os dons espirituais sem bom-senso. Alguém dirá: - sem profundo conhecimento das Escrituras! Eu direi que não: se tiverem um mínimo de bom-senso, não vão aonde vão, não fazem as loucuras que fazem. É preciso praticar um carismatismo que pense, que não anule o raciocínio, e que não beire o misticismo. Que não seja mágico, que não seja supersticioso, que não seja da mantra.” (2003, p. 100)

O Dr. Augustus Nicodemus em seu livro O Que Estão Fazendo Com a Igreja ele destaca alguns termos que a igreja de hoje perdeu ou corrompeu em seu sentido pleno e bíblico no uso doutrinário, entre tantos, ele destaca o termo santidade e  avivamento. Compreender estes e outros vocábulos é o caminho para uma visão mais coerente da fé cristã prática. Não seria estas duas palavras essenciais para se definir uma posição quanto ao tema profetas e profecias no contexto neo-testamentário? Nicodemus diz:
                       
“... Entretanto, não pude deixar de notar que por detrás dessa busca havia o conceito de que se pode ter um “avivamento” espiritual sem que haja ênfase em santidade! Parece que para esses irmãos – e muitos outros no Brasil – a prática dos chamados dons sobrenaturais (visões, sonhos, revelações, milagres, curas, línguas, profecias), o “louvorzão”, o ajuntamento de massas em eventos especiais, e coisas assim, são sinais de um verdadeiro avivamento. É esse o conceito de avivamento e plenitude do Espírito que permeia o evangelicalismo brasileiro em nossos dias...” (2008, p. 151)

O referencial teológico inesgotável deste assunto não se encerra aqui. Mas os pontos e autores citados acima já indicam ou representam o caminho que esta pesquisa propõe prosseguir no diálogo entres as visões doutrinárias tão variadas no meio evangélico.
Nosso mundo cristão que se encontra bombardeado por tantas heresias advindas tanto do campo místico quanto do liberalismo racional, se faz necessário aos que zelam por uma ortodoxia e ortopraxia. Que o conselho prudente do Sábio apóstolo ao leal evangelista Timóteo atinja a alma e crave no coração da igreja brasileira:

... prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” ( II Timóteo 4.2-5)


CRONOGRAMA


ATIVIDADES

MAI/11

JUL/11

NOV/11

FEV/12

JUN/12

OUT/12

JAN/13

ABR/13

LEITURA

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REDAÇÃO


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REVISÃO DE CONTEÚDO










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REVISÃO DE FORMA








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ENTREGA









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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS

·         Tozer, A.W. A Tragédia da Igreja – Ausência de dons, Rio de Janeiro: Danprewan Editora, 2009.
·         LOPES, Augusto Nicodemus. O que estão fazendo com a igreja. São Paulo: mundo cristão, 2008.
·         Kinnaman, Gary. Crendices de Crentes. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001.
·         Calvino, João. Efésios – Série Comentários Bíblicos. São José dos Campos - SP: Editora Fiel, 2007.
·         Berkhof, Louis. Teologia Sistemática. 3ª Ed. Revisada. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
·         Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. 1728 p.
·         Feliciano, Marco. Chamada de Fogo. Minas Gerais: Gráfica Del Rey e Editora Missão & Vida. 2001.
·         Feliciano, Marco. Tempo de Avivamento. Minas Gerais: Gráfica Del Rey e Editora Missão & Vida. 2003.
·         Bomilcar, Nelson. O Melhor da Espiritualidade Brasileira.  São Paulo: Mundo Cristão, 2005.
·         Almeida, Eudaldo Gomes de. Caio Fábio Um Homem de Deus – Uma biografia bibliográfica. Anápolis – Goiás. 1ª Edição, 2003.



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