DEIXE SEU RECADO PARA O EDITOR

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A VISÃO PAGÃ SOBRE A TRINTADE


As Trindades nas

 religiões antigas


Como podem ver a maioria dessas religiões não existem mais, muitas delas assim como suas seitas foram suprimidas pelo cristianismo em sua expansão, outras, foram destruídas ou aculturadas por outras civilizações e apenas duas, o Hinduísmo e o Zoroastrismo estão quase que exclusivamente presentes no território em que surgiram. Para entendermos porque a maioria dessas crenças foram extintas precisamos entender o contexto histórico que levou à absorção dessa doutrina pelo cristianismo.


A formação da Trindade no cristianismo


Como sabemos na época de formação do cristianismo existiam muitas religiões no Império Romano. Dentre elas a religião egípcia, a religião greco-romana e o Mitraísmo. Como vimos em todas estas religiões está presente a doutrina da trindade. O cristianismo aos poucos foi deixando de ser mais uma das seitas judaicas como os essênios e nazarenos para firmar-se como a religião oficial do Império Romano. No princípio o cristianismo tentava seguir ao máximo os preceitos do judaísmo, mas após a elaboração de uma doutrina excepcional por Paulo de Tarso, judeu e soldado romano, fica claro o porquê de uma absorção teológica por parte do cristianismo. Sendo soldado romano, Paulo vivia sob a cultura romana, ou seja, em constante contato com as demais religiões.
Com sua conversão para o cristianismo era inevitável uma desligação total dos preceitos das antigas religiões. Com isso, na elaboração da nova doutrina (afinal, Paulo fez uma releitura do judaísmo encaixando Jesus no contexto do Antigo Testamento segundo a sua perspectiva, afinal, a base de interpretação do cristianismo e do Novo Testamento tem as cartas de Paulo) a seita cristã adquiriu aspectos pagãos. Isto é confirmado pelo próprio Judaísmo uma vez que a crença judaica não possui uma trindade, visto que para os judeus Deus é um só, e a própria concepção de Espírito Santo possui uma outra conotação, o que impediria a formação de uma trindade. Entretanto os bispos reunidos no Concílio de Nicéia achariam uma brecha teológica Judaísmo para justificar a doutrina da trindade. A mesma brecha pode ser achada no Islã como veremos mais a frente.
Com o Edito de Milão o cristianismo deixou de ser perseguido e finalmente com a oficialização da Igreja como religião do Estado, as outras religiões foram proibidas. Como uma religião não se acaba de uma hora para outra, houve uma absorção dos preceitos das diversas religiões dentro do Cristianismo. No Concílio de Nicéia foram formuladas as diversas doutrinas do cristianismo inclusive a da trindade, visto que tendo Jesus vindo do Judaísmo não teria possibilidade dessa doutrina ter vindo originalmente da religião judaica. Assim fica clara a absorção da doutrina da trindade das outras religiões. Entretanto uma doutrina não pode ser colocada do nada numa religião sem uma justificativa, e essa justificativa para a doutrina da trindade está dentro da própria Bíblia como veremos a seguir.

A Trindade no Cristianismo


Para os cristãos, Deus é um só, dividido em três naturezas distintas. A primeira natureza é a de Deus Pai, aquele que cria e rege o Universo. Geralmente, a figura de Deus Pai é associada à imagem de Deus em sua plenitude. A segunda natureza é a de Deus Filho, aquele que vêm a Terra para salvar a humanidade. É o aspecto pessoal de Deus. A terceira natureza é a de Deus Espírito Santo, aquele que dá a vida e seus dons. É o aspecto de Deus como sendo presente no meio material. É representado por uma pomba.
No Judaísmo não há trindade, entretanto para os cristãos a primeira menção a trindade já está nas primeiras palavras do Gênese: “No princípio, Deus criou os céus e a terra.” – Gênesis 1:1. A palavra original em hebraico para Deus é Elohim. Entretanto a palavra Elohim é uma palavra que indica o plural. Se levarmos ao pé da letra a tradução teremos: “No princípio, os Deuses criaram os céus e a terra”. Aí temos duas inconsistência. A primeira: Um politeísmo. Alguns historiadores afirmam que no princípio, a crença judaica era politeísta, mas com a unificação das tribos houve a unificação da crença existindo um deus único que mais tarde os hebreus deram o nome de YHWH, ou seja, nome nenhum, visto que o tetragrama não tem tradução para o hebraico. Isto significaria que para não haver uma disputa de deuses, o nome de Deus seria impronunciável sendo chamado apenas de Senhor (Adonai). Até hoje não há tradução para o tetragrama sagrado, sendo para os judeus, um mistério de fé. Por isso a tradução para o português como Javé ou Jeová é errada.
Entretanto, para os cristãos, essa inconviniência é justificada pela doutrina da trindade. Para os cristãos, o caráter pluralista de Deus confirma a doutrina da trindade. Segundo os cristãos, no versículo “Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.” – Gênesis 1:26, Deus está presente como sendo trino. Em diversos outros versículos Deus se apresenta como plural. E no Novo Testamento, durante o batismo de Jesus temos a figura da trindade: “Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição.” – Mateus 3:16,17. Nesta cena temos presente o Pai com a voz de Deus, o Filho com a figura de Jesus e o Espírito Santo com a pomba. Entretanto para os judeus isto é um equívoco, ainda mais, uma heresia.

A Trindade no Judaísmo



A Torah, ou “Lei” em hebraico é a Bíblia judaica, nela estão presentes os cinco primeiros livros da Bíblia cristã e entre eles está o Gênesis, ou Bereshit em hebraico que significa “No princípio”, visto que essas são as palavras de abertura do livro. Como vimos, logo no começo do Gênesis Deus se apresenta como sendo plural, sendo trino ou como vários deuses distintos. Isso confirmariam a doutrina da trindade dentro do próprio judaísmo, entretanto os judeus refutam a doutrina utilizando-se de outros trechos das escrituras. Vários trechos negam a trindade como “Eu sou o primeiro e eu sou o último. Fora de mim não há Deus.” – Isaías 44:6, Deus define-se no tempo e no espaço. Para os cristãos, Deus estava falando em sua totalidade, entretanto temos mais a frente a famosa lei dos 10 Mandamentos “Não terás outros deuses diante de Mim”. – Êxodo 20:3 em que Deus fala plenamente singular, onde a palavra Elohim não aparece.
Outro fato os judeus se utilizam para negar a trindade é o conceito de Espírito Santo. A palavra original em hebraico é Ruach Ha Kodesh que é traduzido literalmente como Espírito Santo. Entretanto o termo Ruach HaKodesh significa “inspiração”, que é uma das qualidades do Espírito Santo segundo o cristianismo. A inspiração é ligada à mente visto que todas as ações humanas provém dela. Curiosamente o termo hebraico para espírito é Ruwach que também significa “inspiração”, ou “fôlego”. Ora, sendo o espírito a inspiração vinda da mente, logo o espírito é a mente. A essência do ser humano. Então o Espírito Santo seria a mente de Deus. Deus como um ser pensante, assim como o homem, por isto ele nos fez “segundo a sua imagem e semelhança”. Esta é uma das explicações dadas por alguns segmentos religiosos cristãos como os Adventistas, que negam a doutrina da trindade, visto que Deus Pai e o Espírito Santo seriam uma coisa só.
Mas sendo Deus Pai e o Espírito Santo, como poderia o Filho provir deles? Para os cristãos Jesus é uma encarnação de Deus, mas levando em conta o contexto da palavra espírito, Jesus seria Deus encarnado em sua mente, ou seja, Jesus seria um ser humano inspirado pela mente de Deus ou vontade de Deus assim como um profeta. Esta é a visão muçulmana que diz que Jesus estava sob a Vontade de Deus, ou seja, ele era um muçulmano, aquele que se submete à Vontade de Deus, não como um escravo, mas como alguém consciente que assume uma missão. Entretanto, mesmo negando, o conceito de trindade assim como o Judaísmo, a mesma também se faz presente no Islamismo.

A Trindade no Islamismo


Embora neguem a trindade, a mesma se faz presente no Islã, mais precisamente em trechos do Corão. Sob os mesmos aspectos apresentados no Gênesis temos: “E o atendemos e o agraciamos com Yahia (João), e curamos sua mulher (de esterilidade); um procurava sobrepujar o outro nas boas ações, recorrendo a Nós com afeição e temor, e sendo humildes a Nós.” – Alcorão 19:12. E ainda mais a frente: “Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Sabei que Deus é Sapientíssimo e está bem inteirado.” – Alcorão 49:13.
Para os muçulmanos esta passagem tem a mesma explicação do judaísmo, visto que a palavra Allah vem do hebraico El Ellah, ou Elohim. Allah significa Deus em árabe e assim como a palavra Elohim ela é flexionada no plural. Com isso, temos uma menção a um Deus plural, ou vários deuses. Mas visto que Deus é tido como único no Islã temos uma interpretação onde Deus é um só, mas manifesta-se através dos profetas, por isso, o caráter plural, onde Deus compartilha sua natureza com os homens. É tanto que a Essência de Deus é comungada com os homens segundo os Sufis, um segmento religioso do Islã que prega que através da mente podemos nos unir com Deus (misticismo Islâmico). Esta visão mística também é compartilhada pela Kabalah judaica. Curiosamente essa mesma visão de comunhão entre Deus e os homens por meio da mente é a essência dos ensinamentos orientais, mais precisamente com o Budismo e o Hinduísmo como veremos nos próximos capítulos. Este é o ponto de encontro entre a espiritualidade ocidental e oriental.


A Trindade no Hinduísmo e Budismo


Para o hinduísmo, Deus é único, não existe outro além Dele. Ele está no Universo e em todas as coisas criada por Ele, pois assim Deus pode ser onipresente e manifestar-se em todo o Universo. Mas Ele não se limita ao Universo. O título que se dá a Deus em sua forma impessoal no hinduísmo é Brahman, que significa “O Princípio Absoluto”. Deus também é designado como sendo o Om, o mantra “AUM”. Essa sílaba faz relação às três naturezas de Deus como Criador, Conservador e Renovador (Pai, Filho e Espírito Santo), uma espécie de “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” que os católicos dizem antes de qualquer oração, neste caso, os hindus que a utilizam antes de qualquer oração ou invocação.
Assim como o cristianismo, o hinduísmo possui uma trindade aonde Deus é um só, mas possui três naturezas. Brahma, ou o “Pai Criador” é a primeira natureza da Trindade hindu chamada “Trimurti”. A segunda natureza é Vishnu, o “Filho Conservador” que vem a Terra salvar os homens. Ele encarna de tempos toda vez que os homens esquecem a mensagem de Deus. E a terceira natureza é Shiva, o “Espírito Santo Renovador”, Ele é que dá sabedoria aos homens e os renova por meio da “destruição” da velha consciência e a ressurreição com uma nova. Essa trindade mostra que Deus também segue o ciclo da vida criando, mantendo, e renovando a vida. No hinduísmo Deus é “Absoluto” ou seja, “Perfeito”. E como um ser perfeito ele precisa ser simétrico, por isso, cada natureza masculina possui seu oposto feminino com as mesmas funções das masculinas. A Trimurti feminina é composta por Saraswati, a “Consorte do Pai Criador”, Lakshmi, a “Consorte do Filho Conservador” e Parvati, a “Consorte do Espírito Santo Renovador”. Assim com essa Trimurti Feminina, as três naturezas de Deus ficam em equilíbrio.
Tanto no Cristianismo quanto no Hinduísmo, o significado palavra “Filho” quer dizer “Aquele que vem sob a forma de”. Shiva e Parvati possuem um Filho, Ganesha, o Elefante. Como Shiva é o Espírito Santo, Ganesha é o Espírito Santo que vem sob a forma de um Elefante, enquanto que no Cristianismo, o Espírito Santo vem sob a forma de uma pomba. Por isso o Elefante é considerado um animal sagrado na Índia. Curiosamente, Maya, a mãe de Buda durante a revelação que seria mãe do Deus sonhou com um Elefante branco. Como já vimos sendo o elefante é o símbolo de Ganesha, filho de Shiva que é o Espírito Santo temos a simbologia onde Maya foi visitada pelo Espírito Santo na sua forma terrena sendo assim, fecundada pelo mesmo dando a luz a Buda, o Senhor do mundo. Mais a frente na biografia do Iluminado temos mais um simbolismo onde após atingir a Iluminação após a tentação, uma Naja gigante repousa sobre a cabeça do santo. Retomando a figura de Shiva, a Naja é um dos símbolos do Espírito Santo hindu, sendo um símbolo da sabedoria. Com isso temos a metáfora que a sabedoria do Espírito Santo de Deus repousou sobre Sidharta.
Logo é errado dizer que o budismo é uma religião atéia, visto que o próprio Buda fala de Deus como um ser real como veremos mais a frente. Por vir do Hinduísmo, o Budismo tem que por regra, absorver aspectos da sua religião precursora, onde o processo de aculturação é inevitável e claro. Com isso temos a figura divina do Buda, a descida de Deus a Terra e o caráter mítico e messiânico da religião. É impossível que uma religião não possua esses elementos, mesmo que estejam presentes implicitamente.

A Trindade Greco-Romana


Uma trindade curiosa é a trindade greco-romana. Ela é composta por Zeus (Júpiter), Athena (Minerva), e Hera (Juno). Antes de mais nada, devemos entender o porquê de Zeus ser não só o rei dos deuses como o próprio o Pai. Segundo a mitologia grega Zeus era filho de Cronos (o Tempo) e Réia. Antes Cronos devorava seus filhos, para que não tomassem seu lugar como Senhor do Universo. Pois bem, Réia teve mais seis filhos dos quais cinco foram devorados, menos um, Zeus que ela escondeu de Cronos. Muito tempo se passou, até que Zeus matou Cronos e expulsou Réia mandando-os para a Terra. Então Zeus assumiu o lugar de rei dos deuses e como venceu Cronos (Tempo) virou imortal junto com todos os outros deuses. Mas então Zeus foi criado? Não. Quando dizemos que Cronos e Réia foram seus pais e que Zeus os venceu, quer dizer que Zeus virou eterno, Senhor do Tempo e da Existência, ele sempre existiu, mesmo antes de Cronos. Assim, Zeus está além do tempo, sendo este, reservado aos mortais e assim como a todo o resto do Universo.
Os 6 filhos de Cronos eram: Zeus (Pai dos deuses e dos homens), Deméter (Deusa da Natureza), Hades (Deus do Mundo dos Mortos, não necessariamente o inferno), Hera (Deusa do Nascimento), Héstia (Deusa do Fogo) e Poseidon (Deus das Águas). Muitos pensam que esses 6 deuses são deuses distintos, mas não são. Podemos ver claramente uma completude como vemos no caso da Trimurti hindu. Sendo Zeus o deus da criação, da vida, sua contraparte é Poseidon, deus das águas, visto que toda a vida surgiu das águas. Sendo Deméter a deusa da natureza, ela está responsável pela manutenção da criação e acolhimento da vida, enquanto Hades, deus dos mortos está ligado ao acolhimento da morte. E sendo Hera a deusa do nascimento, sua contraparte é Héstia, visto que ela como sendo deusa do fogo, tem o poder de renovar a criação assim como o nascimento. A religião grego-romana em sua essência não é politeísta, visto que Deus representa o Universo em sua totalidade, podemos dizer que Deus na mitologia grega é o panteísmo. Uma famosa frase de Pitágoras exprime isso quando ele diz “Deus é um em muitos”. Vários filósofos e pensadores gregos falam em Deus como sendo um e não muitos, pois tudo o que existe tem uma essência comum, e se os deuses existem, é porque houve uma origem divina. Mas onde entra a trindade?
Como podem ver, a trindade greco-romana tem um paralelismo com a hindu, visto que as naturezas de Deus se equilibram em duas trindade complementares a fim de manter o caráter de perfeição. Mesmo tendo este caráter múltiplo, na verdade só existe uma trindade. Segundo a mitologia grega Zeus é casando-se com Hera (união do Pai com o Espírito Santo) tive uma filha: Athena (Minerva). Essa união dos três deuses também remete à trindade hindu uma vez que Zeus cumpre o papel de criador, Athena de conservadora da criação e Hera de geradora da vida, ou renovadora. Esta é de fato a representação oficial da trindade na religião greco-romana.

A Trindade no Zoroastrismo

A Trindade no Zoroastrismo é composta pelo Deus criador Ahura-Mazda, o Saoshyant, representado pela figura de Mithra e Vohu Mano, o Espírito de Ahura-Mazda. Ahura-Mazda significa o Grande Senhor em persa antigo. Segundo a mitologia zoroastra, foi ele que criou todo o universo. Para manter o Universo em harmonia, ele manda o Saoshyant, o Messias salvador que tem por missão conduzir a humanidade à salvação. A palavra Saoshyant significa “Aquele que trás a Boa Nova”. Para o zoroastrismo, o Saoshyant vem à terra de tempos em tempos. Uma dessas encarnações é a do deus Mithra. Novamente temos uma alusão à Trimurti. Junto com Ahura-Mazda e o Saoshyant há Vohu Mano, ou a “Santa Mente”. Ora, não preciso dizer mais nada. Retomando a conotação da palavra espírito no judaísmo e a concepção do que seria o Espírito Santo, temos que Vohu Mano é a mente de Ahura-Mazda, seu Espírito Santo.
Em uma das diversas narrativas do Zoroastrismo uma chama atenção. Durante um momento de meditação numa caverna Zaratustra tem uma revelação onde Vohu Mano lhe aparece dizendo: “Zaratustra, tu que questionas sobre as coisas criação, receberá de Ahura-Mazda as respostas, pois Deus o escolheu para partilhar com os homens a sua sabedoria. Você irá anunciar a Sua mensagem libertadora aos homens”. Assustado, Zaratustra respondeu: “Por que eu? Não sou poderoso e nem tenho recursos!”. Entretanto Vohu Mano disse: “Você tem tudo o que precisa, o que todos igualmente têm: Bons pensamentos, boas palavras e boas ações. Tú és o escolhido de Deus. Agora vai!”. Se trocassemos os nomes Zaratustra por Moisés e Vohu Mano por Elohim teríamos a mesma cena. Está clara a relação entre a revelação de Deus a Moisés e a Zaratustra. Com Moisés, aconteceu a mesma coisa, visto que Deus se manifestou para ele em Espírito (mente) inspirando-o à seguir em uma missão. A mesma coisa com Zaratustra. Por isso temos Vohu Mano como sendo o Espírito de Ahura-Mazda, Deus.
Depois dessas reflexões chegamos a duas conclusões. A primeira é que se formos considerar apenas a essência das religiões monoteístas como o Judaísmo de onde veio o cristianismo, realmente não há uma trindade de um só Deus. Entretanto devemos ter em mente que antes de ser algo concreto, a religião lida com o metafísico tendo seu entendimento via filosofia, não ao pé da letra. Se formos ver pelo lado filosófico, há uma trindade sim, visto que Deus manifesta-se em Espírito (mente) dentro do enviado estando o Messias em comunhão com a Mente de Deus, para assim transmitir Sua mensagem aos homens. Deus como sendo impessoal não pode gerar um Filho material, entretanto ele pode gerar um filho espiritual que serve de elo entre Ele e os homens. O caminho. Quando Jesus falava ser uno com Deus e como consequência, Seu Espírito, falava estar em unidade com a Mente de Deus, para poder cumprir Sua Vontade, assim como os diversos enviados.

Escrito por Shaka Kama-Hari
Fonte

NÃO CONCORDAMOS COM ESSAS DEFINIÇÕES ACIMA NA SUA GRANDE MARIORIA. PUBLICAMOS EM NÍVEL DE INFORMAÇÃO. (PROJETO-MOBILIZACAO)


Nenhum comentário:

Postar um comentário