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sábado, 9 de maio de 2015

JOVEM QUEIMA BÍBLIA EM PÚBLICO NA UNIVERSIDADE DO ACRE


Jovem queima Bíblia em sarau e Ufac proíbe eventos no campus

Líder de banda envolvida em polêmica nega preconceito religioso.
'Acredito que o homem pode e deve exercer sua liberdade', disse Roberto.


Universidade Federal do Acre (Ufac) resolveu suspender a realização de saraus e outros eventos no campus, depois que o vocalista de uma das bandas que se apresentava em um sarau, ocorrido no último dia 30, queimou uma Bíblia no palco. A ação foi filmada e a situação causou polêmica em redes sociais.
O sarau fazia parte da programação do 4° Encontro Nacional de Ateus, que era realizado no campus da universidade, em Rio Branco. A Bíblia foi queimada durante o show da banda Violação Anal.
Em seu perfil no Facebook, o vocalista da banda, Roberto Oliveira da Silva, de 29 anos, questionou a repercussão do ato, atribuindo ao "sensacionalismo" de uma emissora de TV, que ele não cita o nome.  Ele nega ainda que tenha algum tipo de preconceito contra religiões. "Quem me conhece sabe no que eu acredito, e sabe que não sou intolerante religioso", disse ele na mensagem.


Silva falou ainda que não se arrepende do que fez e que faria novamente. "Acredito que o homem pode e deve exercer sua liberdade, e isso implica em assumir a responsabilidade de seus atos. Não quis ofender nem ferir o credo de ninguém, mas se incomodei, que reflitam sobre as suas práticas mediante a minha. Já faz tempo que não acredito que é certo virar a outra face quando te batem", acrescentou.
O vocalista falou ainda que o problema foi ter mexido com algo considerado tabu. "Não gosto dessa ditadura do politicamente correto e abomino esse evangelização feita por imposição", afirmou.

Após a polêmica, a Ufac emitiu uma nota suspendendo a realização dos eventos. No documento, a administração ressaltou que a política adotada nos últimos dois anos era de auxílio e orientação a todos os eventos realizados dentro do campus.
Sem citar o episódio, a universidade diz que a decisão foi motivada porque durante o sarau teriam ocorrido "acontecimentos desagradáveis, principalmente referentes à depredação patrimonial". Ainda segundo a nota, a posição será mantida "até que sejam institucionalizados mecanismos necessários ao bom funcionamento de tais eventos".
De acordo com o reitor da Ufac, Minoru Kinpara, a decisão foi tomada principalmente devido aos eventos não serem restritos somente à comunidade acadêmica e resolveu suspender as atividades por prevenção.
"Nesses eventos, muitas pessoas que não têm vínculo com a universidade participam. O estado é laico, e assim está claro na nossa Constituição. Mas o estado laico não significa que o estado é ateu. O ateu vai ter o espaço e quem não é ateu também, quem acredita na Bíblia como livro santo vai ter espaço, e quem não acredita também. Uma convivência com respeito e a universidade precisa dar esse exemplo", finalizou o reitor.

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