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domingo, 2 de dezembro de 2012

DISSERTAÇÃO ACADÊMICA



O QUE É UMA DISSERTAÇÃO
 

             1 Considerações Gerais
             2 Exemplos de dissertação
             3 Partes que compõem a dissertação
             4 Dicas para escrever uma boa dissertação
             5 Ver também
             6 Ligações externas




Dissertação é um trabalho baseado em estudo teórico de natureza reflexiva, que consiste na ordenação de ideias sobre um determinado tema. A característica básica da dissertação é o cunho reflexivo-teórico. Dissertar é debater, discutir, questionar, expressar ponto de vista, qualquer que seja. É desenvolver um raciocínio, desenvolver argumentos que fundamentem posições. Épolemizar, inclusive, com opiniões e com argumentos contrários aos nossos. É estabelecer relações de causa e consequência, é dar exemplos, é tirar conclusões, é apresentar um texto com organização lógica das idéias. Basicamente um texto em que o autor mostra as suas ideias.

 
Considerações Gerais

A dissertação pode ou não ser feita em final de curso de [pós-graduação], stricto sensu (mestrado), com a finalidade de treinar os estudantes no domínio da temática abordada e como forma de iniciação a pesquisa mais ampla. Nesse caso, é produção de aproximadamente 100 páginas (conforme as regras de cada Universidade). É o trabalho final dos cursos de mestrado, elaborado depois de cursados os respectivos créditos e feita a pesquisa correspondente; é desenvolvida sob assistência de um orientador académico. É defendida publicamente perante um júri composto por três ou mais doutores (ou por especialistas no tema em causa).
Na monografia (dissertação) para a obtenção do grau de mestre, além da revisão da literatura, é preciso dominar o conhecimento do método de pesquisa e informar a metodologia utilizada na pesquisa.
Dissertação científica, ou simplesmente exercitação, é o trabalho feito nos moldes da tese, com a peculiaridade de ser ainda uma tese inicial ou em miniatura.
A dissertação tem ainda finalidade didáctica, uma vez que constitui o grande treino para a tese de doutoramento propriamente dita.
Chama-se Memória a dissertação sobre assunto [Ciência|científico], [Literatura|literário] ou [Arte /artístico], destinada a ser apresentada ao [governo], a uma [corporação] ou [academia].
Numa dissertação o autor não é suposto colocar a sua opinião.
Na dissertação expositiva, o autor apresenta uma ideia, uma doutrina e expõe o que ele ou outros pensam sobre o tema ou assunto. Geralmente faz a amplificação da ideia central, demonstrando sua natureza, antecedentes, causas próximas ou remotas, consequências ou exemplos.
Na dissertação argumentativa, o autor quer provar a [Verdade|veracidade] ou [Mentira|falsidade] de ideias; pretende convencer o leitor ou ouvinte, dirige-se à sua [inteligência] através de argumentos, de provas evidentes, de testemunhas.
Se a dissertação é objectiva, o tratamento dado ao texto é impessoal, com argumentação lógica partindo de elementos gerais e indo para os particulares. Na dissertação subjectiva, o autor dirige-se não só à [inteligência], mas também, de modo pessoal, ao(s) [sentimento(s)] de quem ele pretende convencer. Além da [emoção], às vezes há [ironia], [sarcasmo], ridículo.
São partes importantes da dissertação a introdução, o [desenvolvimento] e a [conclusão].
Exemplos de dissertação
Através de dois textos distintos, a dissertação pode ser exemplificada:
             "A fim de aprender a finalidade e o sentido da vida, é preciso amar a vida por ela mesma, inteiramente; mergulhar, por assim dizer, no redemoinho da vida. Somente então apreender-se-á o sentido da vida, compreender-se-á para que se vive. A vida é algo que, ao contrário de tudo criado pelo homem, não necessita de teoria, quem aprende a prática da vida também assimila sua teoria".
Wilhelm Reich. A Revolução Sexual. Rio de Janeiro, Zahar, 1974.
O texto expõe um ponto-de-vista (finalidade da vida é viver) sobre um assunto-tema (no caso, o sentido e a finalidade da vida). Além de apresentar um ponto-de-vista do autor, o texto faz também a defesa deste ponto-de-vista: onde ele defende os motivos que fundamentam a opinião de que a prática intensa de viver é que revela o sentido da vida.
             "Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. (...) Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva. Não estou me referindo a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação. Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada... Lembrando-me agora com saudade da dor de escrever livros."
Clarice Lispector. A Descoberta do Mundo.
Partes que compõem a dissertação
             Introdução - deve ser breve e anunciar ao leitor o que será desenvolvido no texto, acompanhado da opinião.
             Desenvolvimento - é o corpo do texto; aqui serão utilizadas as ideias propostas na introdução, defendendo o ponto-de-vista através de argumentos.
             Conclusão - serve para finalizar o que foi exposto; deve ser breve e não pode conter nenhuma idéia nova e nenhum exemplo; trata-se de um resumo da dissertação como um todo. Ela pode ser feita de duas maneiras:
             Síntese - resumo do que foi dito durante o texto.
             Sugestão - proposta para que o problema discutido seja solucionado.
[editar]Dicas para escrever uma boa dissertação
1.            Só abordar na introdução e na conclusão o que realmente estiver no desenvolvimento;
2.            Evitar períodos muito longos ou sequências de frases muito curtas;
3.            Evitar, nas dissertações tradicionais, dirigir-se ao leitor;
4.            Evitar as repetições exageradas e umas próximas das outras, tanto de palavras, quanto de informações;
5.            Manter-se rigorosamente dentro do tema;
6.            Evitar expressões desgastadas, "batidas";
7.            Utilizar exemplos e citações relevantes;
8.            Não usar religião como argumento;
9.            Fugir das palavras muito "fortes";
10.          Evitar gírias e termos coloquiais;
11.          Evitar linguagem rebuscada;
12.          Evitar a argumentação generalizadora e baseada no senso comum;
13.          Não ser radical;
14.          Ter cuidado com palavras duvidosas como coisa e algo, por terem sentido vago; preferir elemento, fator, tópico, índice, item, etc.
15.          Usa-se ponto final ao final do título, caso nele contenha verbo;
16.          Não usar chavões, provérbios, ditos populares ou frases feitas;
17.          Não usar questionamentos no texto, sobretudo na conclusão;
18.          Jamais usar a primeira pessoa do singular, a menos que haja uma solicitação do tema;
19.          Repetir muitas vezes as mesmas palavras empobrece o texto; lançar mão de sinônimos e expressões que representem a ideia em questão;
20.          Somente citar exemplos de domínio público, sem narrar seu desenrolar, fazendo somente breves menções;
21.          Ser direto e objetivo;
22.          Nunca usar palavras de baixo calão;
23.          Não usar itens pessoais na dissertação.
24.          No título todas as palavras devem começar com letras maiúsculas, com exceção de advérbios, preposições, conjunções e artigos definidos caso não situam-se no início.

FONTE
http://pt.wikipedia.org/wiki/Disserta%C3%A7%C3%A3o

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