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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

BATALHA ESPIRITUAL



Entendendo a guerra espiritual
Texto-chave: Efésios 6:10-20


1) A IMPORTÂNCIA DE ENTENDER O TEMA “GUERRA ESPIRITUAL” – Na formação de um discípulo, uma tarefa fundamental é a formação da sua visão. O discipulado tem um objetivo muito definidos: levantar líderes conquistadores que cooperem na expansão do reino de Deus. Ora, isso não é possível a não ser que tenham um entendimento sobre “guerra espiritual”, pois o avanço do reino de Deus não é possível sem o confronto com o reino das trevas. Em outras palavras, o ministério implica no enfrentamento de demônios em vários níveis e é nossa obrigação preparar discípulos habilitados para a conquista.

2) VAMOS BASEAR ESTE ENSINO SOBRE UM TEXTO CLÁSSICO REFERENTE A ESTE TEMA – Nesses dez versículos escritos aos efésios, Paulo traz um ensinamento bastante objetivo sobre o assunto. A esse ensino devemos dar atenção especial. “Guerra espiritual” não é um modismo dos nossos tempos, mas um segredo ministrado desde o início da igreja.


a) O próprio Jesus deu ênfase a esta realidade – Em seu ministério, uma das coisas mais evidentes e impressionantes era sua autoridade sobre os demônios – ver Mt 12:22-30 – Esse texto já mereceria uma atenção especial da nossa parte, pois ele revela algumas verdades: 

• Demônios são a razão principal de todo tipo de degradação humana – vs. 22 – Um homem cego e mudo pela ação demoníaca.  
• A autoridade sobre demônios desperta fé no povo – vs. 23 – As pessoas começam a crer em função da operação de autoridade em Jesus.
• O problema de uma liderança que não compreende “guerra espiritual” – vs. 24 – Os fariseus manifestam sua ignorância ao atribuir a Belzebu o que estava acontecendo (tinham uma noção do assunto – talvez mero sincretismo – mas sua visão era distorcida).
• O reino das trevas está unido para subsistir – Jesus indica que há uma “unidade” entre os demônios.
• A grande verdade: demônios expulsos são um sinal do reino (governo) de Deus – vs. 28 – Podemos entender essa declaração de outra maneira: para que o reino de Deus se estabeleça, demônios têm que ser desalojados.
• O detalhamento desta verdade – vs. 29 – Jesus aqui ilustra a dinâmica da guerra espiritual. Há um “dono da casa”, chamado “valente”, seus “bens” (que são o alvo do conflito),  “alguém” (que no caso é um conquistador – em textos paralelos descrito como “mais valente”) e uma dinâmica para tirar-lhe os bens ( que é “amarrá-lo” e lhe “saquear” a casa). Parece óbvio que o “valente” no caso são os demônios, o “mais valente” é Jesus (e todos os que com ele ajuntam) e os bens a serem saqueados são as vidas dominadas por Satanás. É importante lembrarmos que toda essa discussão começou com a libertação de um homem. Outro detalhe: segundo Strong, o verbo traduzido como “roubar” ou “furtar” os bens vem de uma derivação que significa “pegar, levar pela força, arrebatar, agarrar, reivindicar para si ansiosamente”.
Resumindo: a libertação de vidas implica em enfrentar demônios!

• Uma necessidade de escolher o lado da guerra – vs. 30 – O veredicto de Jesus no final da conversa demonstra que não há opção de ser neutro na guerra. Ou estamos com ele, ou estamos contra. 

3) Em Efésios 6, Paulo aborda o mesmo tema, sob outros ângulos e de forma mais direta – Vamos estudar esse texto e buscar compreendê-lo sob duas perspectivas: as peculiaridades da guerra que enfrentamos e as atitudes que devemos ter diante desta realidade.

AS PECULIARIDADES DA GUERRA

1) A GUERRA ESPIRITUAL É UMA REALIDADE DA QUAL NÃO PODEMOS FUGIR – Não se trata do ministério de alguns ou de uma escolha a ser feita. Todos estamos na guerra e temos que lutar. É a partir desta premissa que Paulo começa a ministrar sobre o assunto.
Ef 6:12a -  porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados...

a) Uma opção equivocada – Muitos cristãos tentam viver como refugiados sem causa, fazendo escolha pela covardia ou pela omissão, mas a verdade é que, além de não cooperarem com o avanço do reino de Deus, se tornarão reféns do inimigo. A guerra está em curso e estamos no meio dela!

b) A palavra é categórica em dizer que “temos” que lutar – Do ponto de vista de Deus, nosso envolvimento ativo na guerra espiritual é uma necessidade.

2) NÃO PODEMOS CONFUNDIR O CAMPO DE BATALHA – A guerra se dá numa dimensão espiritual e não natural. Temos que, pela fé, “enxergar” e “penetrar” nos “lugares celestiais”.
Ef 6:12 - porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

a) Se errarmos o campo de batalha, nos cansamos, sem obter resultados – Não raramente encontramos crentes esgotados por estar desferindo golpes no alvo errado (briga familiares, irritação anormal, surtos de tentação sexual, perseguição gratuita no trabalho, etc...)

3) HÁ UMA IMPRESSIONANTE ORGANIZAÇÃO HIERÁRQUICA NO EXÉRCITO INIMIGO – Aqui Paulo amplia o ensino de Jesus. O “valente” é descrito em termos mais complexos, revelado em diversos níveis de ação e autoridade demoníaca.

a) Nossa ação precisa ocorrer em diversos níveis – Temos que derrotar desde “soldados rasos”, sem muito poder de resistência, até poderosos “comandantes”.

b) Alguns ministérios erram por batalharem apenas num nível – Se ficarmos apenas expulsando demônios de pessoas, teremos uma conquista limitada. Por isso, precisamos desenvolver entendimento e estratégia para fazer guerra em níveis mais elevados, anulando comandos e não só comandados – Ver Lc 10:17-19.

c) A hierarquia citada aponta para níveis diferentes de confronto – Embora não tenhamos como fazer afirmações muito detalhadas e absolutas sobre o que significa cada termo usado por Paulo, há coerência em compreendermos da seguinte forma:

Principados – Segundo Strong, a palavra grega arché (se lê arquê) significa “começo, origem, pessoa ou coisa que começa, a primeira pessoa ou coisa numa série, o líder, a causa ativa”. Entendemos que se trata de espíritos territoriais de alto poder, provavelmente ligados diretamente ao comando de Satanás, que dominam e comandam ações sobre nações ou continentes. O episódio narrado em Dn 10:11-13 reforça esse entendimento.

Potestades – Segundo Strong, a palavra exousia traduzida em nossa bíblia como potestade traz a idéia de “poder de escolher, liberdade para fazer que se quer, poder de influência, poder de alguém de quem a autoridade e as ordens devem ser obedecidas...” Isso nos induz à idéia de que se trata de espíritos comandantes, mas que talvez atuem numa estratégia específica e não tão ligados a território. Exemplo: potestades de idolatria, de imoralidade, espíritos que comandam a ação de demônios num determinado sentido.

Dominadores – Possivelmente espíritos que comandam as hostes mais baixas de demônios e determinado lugar ou região.

Hostes espirituais da maldade – Termo genérico dados a demônios que atuam mais diretamente na vida das pessoas

4) A GUERRA É UMA SUCESSÃO DE BATALHAS QUE OCILAM DE INTENSIDADE – Temos que resistir especialmente no “dia mau”, aqueles momentos em que um confronto direto é deflagrado seja por um avanço da igreja ou por uma tentativa de avanço do inimigo.
Ef 6:13 -  Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de haver feito tudo, permanecer inabaláveis.

a) O reino das trevas não consegue atacar ou resistir por muito tempo – Sua munição é sempre limitada e por isso nossa capacidade de resistência (perseverança) tem que ser desenvolvida e exercitada – Tg 4:7.

b) Nosso objetivo em cada batalha é “fazer tudo” e “permanecer firme” – Toda batalha deve ter uma conquista em vista ou uma preservação de território, caso a iniciativa seja do império das trevas. Temos que alcançar o objetivo proposto, sem enfraquecer.

Fonte:
http://www.comcrist.org/edificacao/discipulado/entendendo-guerra-espiritual

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