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sexta-feira, 10 de maio de 2013

BIOGRAFIA DE CLEMENTE DE ALEXANDRIA




CLEMENTE – SUA VIDA E DUAS OBRAS.

Clemente de Alexandria ou Tito Flávio Clemente (Atenas (?), c. 150 - Palestina, 215) foi um escritor, teólogo, apologista e mitógrafo cristão grego nascido em Atenas. Pesquisou as lendas menos compatíveis com os valores cristãos. Sua abertura a fontes familiares aos não cristãos ajudou a tornar o cristianismo mais aceitável para muitos deles.
Clemente foi um erudito numa época em que os cristãos eram geralmente pouco letrados e abertamente hostis a intelectuais. Não obstante, foi capaz de construir argumentos lógicos convincentes, baseados nas escrituras e na filosofia, a favor do cristianismo e contra os gnósticos de Valentim, que, baseados em Alexandria - o mais importante centro de atividade intelectual da época - estavam em plena expansão. Pacifista, defendeu a fraternidade e a repartição das riquezas entre os homens:

“Deus criou o gênero humano para a comunicação e a comunhão de uns com os outros, como ele, que começou a repartir do seu e a todos os homens proveu seu Logos comum, e tudo fez por todos. Logo tudo é comum, e não pretendan os ricos ter mais que os outros. Da homilia Quis dives salvetur? ("Que rico se salvará?"), baseada em Marcos 10:17-31.
"De sorte que não é rico aquele que possui e guarda mas aquele que dá; e este dar, não o possuir, faz o homem feliz. Portanto, o fruto da alma é essa prontidão em dar. Logo na alma está o ser rico." (Pedagogo 3, 6).
O historiador Eusébio de Cesareia considerava Clemente um incomparável mestre da filosofia e, para São Jerônimo, Clemente foi o mais erudito dos Padres da Igreja.
Vida
Nascido provavelmente em Atenas, de pais pagãos, foi instruído profundamente na filosofia neoplatônica. Já adulto, decidiu voltar-se ao cristianismo. Depois de convertido, viajou, buscando instruir-se, ligando-se a diversos mestres - na Ionia, Magna Grécia, Síria, Egito, Assíria e na Palestina. Finalmente, por volta de 175 - 180, na Escola de teologia de Alexandria (Didaskaleion), encontrou o filósofo patrístico Panteno (século II) e nos seus ensinamentos, "encontrou a paz", sucedendo-o por volta de 189, como líder espiritual da comunidade cristã de Alexandria. Ali permaneceu durante vinte anos, tornando-se um dos mais ilustrados padres primitivos.
No período pré-nicênico de formação da patrística, combateu os hereges gnósticos. Estabeleceu o programa educativo da escola catequética alexandrina, o qual, séculos mais tarde, serviria de base ao trivium e ao quadrivium, grupos de disciplinas que constituíam as artes liberais na Idade Média.
Entre suas obras de ética, teologia e comentários bíblicos destaca-se a trilogia formada por Exortação, Pedagogo e Miscelâneas.
Clemente defendeu a teoria da causa justa para a rebelião contra o governante que escravizasse seu povo. Em O Discurso escreveu sobre a salvação dos ricos e sobre temas como o bem-estar, a felicidade e a caridade cristã.
Clemente de Alexandria teve um papel importantíssimo na história da hermenêutica entre os judeus e os cristãos no período patrístico. Em Alexandria, no período helenístico, a religião judaica e a filosofia grega se encontraram e se influenciaram mutuamente, ali surgindo a escola que, influenciada pela filosofia platônica, encontrou um método natural de harmonizar religião e filosofia na interpretação alegórica da Bíblia. Clemente de Alexandria foi o primeiro a aplicar essa abordagem à interpretação do Antigo Testamento, em substituição à interpretação literal. Datam também da época helenística as primeiras aproximações do budismo com o mundo ocidental. Mercadores indianos que viviam em Alexandria propagaram sua fé budista pela região. Clemente de Alexandria foi o primeiro autor ocidental a citar em suas obras o nome de Buda.
Durante a perseguição aos cristãos (201-202), pelo imperador romano Sétimo Severo, Clemente transferiu seu cargo na escola catequética ao discípulo Orígenes e refugiou-se na Palestina, junto a um antigo aluno, Alexandre, bispo de Jerusalém, lá permanecendo até sua morte.
Obras
·         Exortação aos gregos (Protreptikos pros Ellenas)
·         Disposições (Hypotyposeis)
·         Pedagogo (Paidagogos)
·         Miscelânia (Stromateis)
Bibliografia
SPINELLI, Miguel. "Os preceitos estóicos e a crítica de Clemente de Alexandria aos filósofos." In: SPINELLI, M. Helenização e recriação de sentidos. A Filosofia na época da expansão do Cristianismo - Séculos, II, III e IV. Porto Alegre: Edipucrs, 2002, p. 63-78.
Stromata - Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Stromata é o terceiro trabalho na trilogia de Clemente de Alexandria sobre a vida cristã (os outros são Protrepticus e Paedagogus). Ele chamou este de Stromateis ("Miscelâneas") por lidar com uma variedade de assuntos.
Conteúdo
Stromata avança mais do que os predecessores e persegue a perfeição da vida cristã pela iniciação no conhecimento. Ele tenta, com base nas Escrituras e na tradição, dar um relato tal da fé cristã que possa responder à todas as demandas de homens letrados e conduzir os estudantes às realidades mais internas da fé.
Clemente pretendia escrever apenas um livro sobre o assunto, mas pelo menos sete foram escritos sem que ele tenha conseguido tratar todos os assuntos propostos. A ausência de certas coisas definitivamente propostas levou alguns estudiosos a se questionarem se não haveria um oitavo livro, como pode parecer pelo relato em História Eclesiástica, de Eusébio de Cesareia[1] e as citações no Florilegia. Diversas tentativas foram feitas para identificá-lo em seus tratados curtos ou fragmentários.
De qualquer maneira, a "seleção" e os"trechos", que, agregados a uma parte de um tratado sobre o método lógico[2], foram chamados de "oitavo livro" num único manuscrito do Stromata do século XI dC, não são também parte do Hypotyposeis, que sabe-se que Clemente escreveu. Esta obra - que sobreviveu apenas por fragmentos - era um breve comentário em passagens selecionadas cobrindo a Bíblia, como aparece nos fragmentos preservados por Ecumênio[3] e numa versão latina do comentário sobre as Epístolas Católicas feito a pedido de Cassiodoro.
Referências
↑ Eusébio de Cesareia. História Eclesiástica (em inglês). [S.l.: s.n.].
↑ Clemente de Alexandria. Stromata (em inglês). [S.l.: s.n.].
↑  "Œcumenius" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
Fonte

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